Entrevista Jeferson Gomes

 



Sobre o autor

JEFERSON GOMES nasceu em Valinhos–SP em 1988. Escreve resenhas-poemas de suas leituras compartilhadas no Instagram, se descobrindo, até então, um poeta com uma boa dose de crítica social. Ama filmes, séries e a natureza. A música o conduz por linhas, teclados e sua vida.

Organizador da antologia - “Ainda Somos os Mesmos e Vivemos” e autor da novela - “Teoria da Conspiração”.

Você pode encontrá-lo no Instagram: @meuslivros.minhaleitura.

Entrevista:

1. Jeferson você publicou um livro chamado Teoria da Conspiração onde você retrata uma atriz, a Nalla Kyanda que foi totalmente violada de seus direitos como mulher, de onde veio sua inspiração?

Jeferson: Minha inspiração veio com o caso Britney Spears, no auge do #FreeBritney. Como fã da cantora, achei que precisava falar desse assunto, sobre os abusos cometidos na indústria do entretenimento. Acompanhei Britney em todo o seu processo de tutela. Teoria da Conspiração é meu grito de indignação e repúdio. Saber que o público e a mídia estavam e continuam a descredibilizar o que ela viveu, só fortaleceu essa ideia. Não vou mudar o que está acontecendo, mas já é um caminho para a empatia e compreensão do tema.

2. ⁠Você é um poeta e suas resenhas em sua página no Instagram são de poesias que geram reflexões e cutucam as feridas. Por que escreve esse tipo de poesia?

Jeferson: As poesias são gritos há muito tempo entalados na garganta. Passei por muita coisa e vivi muitas coisas. Fui calado pela opressão do medo. Me submeti ao sistema, que com violência, queria e quer convencer que estão certos e eu sabia e sei que não estão, mas não conseguia me expressar. E quando fiz 30 anos, pensei comigo: ou reajo, ou permito ser engolido. Eu não permiti ser engolido.

3. ⁠Na sua opinião, você acha que os autores (as) nacionais independentes estão ganhando mais espaço no mercado literário?

Jeferson: Acredito que o espaço que estão ganhando é devido ao esforço próprio e a democratização da publicação. Ainda é uma luta solitária e de muito sacrifício para que sua história ganhe vida. Há um alto investimento em vender a história, divulgá-la, fazer com que chegue a outras pessoas. Existe uma relutância para com aquele autor que está começando. Existe uma relutância para com aquele autor com várias obras publicadas. Há uma competição entre a hype, engajamento, marketing e seguidores. O espaço ainda é pequeno e muito grande em qualidade. Nessa linha, nós, autores independentes, esperamos a oportunidade de ser lidos.

4. ⁠Você está com algum novo projeto? 

Jeferson: Tenho dois projetos aguardando o lançamento. Um deles é uma antologia que está acontecendo nesse momento para lançamento em novembro de 2024. O outro é um livro hot para 2025, no qual, estou muito empolgado. 

5. ⁠Você foi organizador da antologia Ainda somos os mesmos e vivemos, de onde surgiu a ideia para essa antologia?

Jeferson: A ideia surgiu durante uma live dos autores Andre L Braga e Vinícius Canabarro sobre o livro “Onde pousam os Urubus”, do autor Andre L Braga. Eu nem prestava atenção na live porque estava desenvolvendo a ideia em minha cabeça. No dia seguinte, entrei em contato com o Andre. E com toda a ideia planejada, falei para ele se aceitaria junto comigo, desenvolver essa antologia. Ele aceitou. Nos dias seguintes, estava fazendo o edital e convidando autores para participar. Foi tudo muito rápido e o resultado foi impecável.

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