Entrevista Alvaro Rodrigues
1. Alvaro,
seus contos são inspirados em histórias da literatura clássica onde você dá a
sua pitada de terror. De onde você tira suas ideias para escrever seus contos?
Alvaro: Tento trazer um pouco do
horror Lovecraftiano do medo do desconhecido e como isso pode abalar
profundamente os personagens, mas não tão inalcançáveis assim. A ideia por trás
da série Contos Noturnos é jogar todo o sobrenatural não para um ermo da
civilização, mas para dentro de casa. As ideias, se não advindas de lendas
urbanas e referências a outras mídias que consumi, aparecem quase sempre à
noite, como se algo estivesse sussurrando uma história que devesse ser contada.
Nem sempre consigo dormir depois.
Alvaro: Três coisas mudaram da primeira coletânea para esta. A primeira mudança é a forma. Diminuí a quantidade de contos por uma decisão estética e sendo bem sincero para diminuir o hiato entre as entregas. A segunda mudança é sobre o tom, está mais pesado e com mais cenas de “gore” e violência que o anterior, obviamente, sem perder a identidade. Você ainda conseguirá enxergar a minha voz em Contos Noturnos Broadcast. A terceira é uma dinâmica sobre o tema central, rádio e se eu contar estarei dando muito “spoilers”. Segredo!
3. Alvaro, você é um autor de contos, se você fosse escrever um livro, seria do gênero terror? Você se inspiraria em alguma história clássica do terror?
Alvaro: Essa pergunta veio muito em tempo. Estou escrevendo dois romances no momento, ambos dramas com pitadas de ficção científica ou seria o contrário? E claro, elementos de horror e suspense podem estar presentes. As minhas maiores fontes sempre foram aquelas que exploravam o absurdo, como: todas as temporadas de Além da Imaginação, Contos da Crypta e muito filme “trash”. Das principais referências literárias; porque se listasse todas não caberia aqui: Gaiman, King e Vianco.
4. Qual conselho você daria para os autores iniciantes?
Alvaro: Partindo do princípio que ainda me considero um autor iniciante, mesmo com bons anos de estudo nas costas, duas coletâneas próprias, alguns contos que ganharam vida mundo afora e um romance por vir os melhores conselhos que posso dar são: leiam e estudem bastante; porque auxiliará na composição daquilo que vocês quiserem criar. Pratiquem, sem pressão. Encontrem a sua voz de escrita com aquilo que te faz feliz em ler e escrever. Não se rotulem a escrever uma coisa ou outra. Pratique outros gêneros no processo. Vocês podem se surpreender no caminho desse estudo. Por fim, continuem escrevendo.
5. Alvaro, se você pudesse escolher uma palavra para se definir, qual seria?
Alvaro: Aficionado. Totalmente aficionado pela ficção especulativa.



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