Entrevista Andre L Braga





 Sobre o autor:

Andre L Braga é autor de terror social, ficção política e psicológica. Em 2023, foi finalista do Prêmio Kindle de Literatura, com a distopia “Onde Pousam os Urubus”.

Seus textos espelham, na ficção, temas que teimamos em evitar na vida real. Críticas sociais se fazem sempre presentes, seja num romance distópico, seja num breve conto de terror.

É autor e cofundador do selo independente Boteco Editorial. Em parceria com sua filha mais velha, escreve e assina alguns contos de terror sob o pseudônimo de Lara Märchen.

Nascido em Americana, interior de São Paulo, o autor reside na Holanda, ao lado da esposa, duas filhas e um adorável cão.

Entrevista:

1. Andre, recentemente você escreveu um livro chamado O Toque Da Pele morta nele você aborda temas muito importantes, mas tem um que me chamou ateada. Por que você resolveu colocar uma religião afro brasileira na sua história?

Andre: As religiões outras que não o cristianismo não costumam ser representadas na literatura ocidental. No Brasil, as religiões minoritárias são diariamente massacradas pelas dominantes, num processo violento de repressão. Quando retratada, a Umbanda e outras religiões de matriz africana costumam entrar na ficção como vilãs, num retrato deturpado de “magia negra” e de trabalhos para prejudicar os outros. Foi por isso que decidi retratar a Umbanda, de forma respeitosa e positiva, em “O toque da pele morta”. 

2. ⁠Você sempre diz que suas histórias, não tem final feliz, você acha que um dia irá escrever uma história com final feliz?

Andre: Acredito que não. Tem muita coisa errada no mundo e não tenho esperança de que as injustiças desaparecerão enquanto eu estiver vivo. Não vejo motivo para exaltar uma vida que não existe fora das páginas de um livro.

3. ⁠Se você pudesse dizer algo para o Andre do início da carreira de escritor, o que você diria?

Andre: Diria para publicar com pseudônimo, e cheguei a cogitar Jorge Bonkarma quando lancei meu primeiro livro. Associar a escrita a um nome e rosto serve apenas para alimentar as redes sociais, porque tem muita gente mais interessado em engajamento do que em histórias e livros. 

4. ⁠Qual são suas referências literária para desenvolver as suas histórias?

Andre: No início da carreira, diria que Orwell e Kafka. Atualmente, me vejo mais influenciado por Stieg Larsson, Marçal Aquino, Ana Paula Maia e outras mentes transgressivas latino-americanas.

5. Se você pudesse escrever um gênero diferente do seu, qual seria?

Andre: Gostaria muito de escrever uma graphic novel, mas preciso de um ilustrador para isso.

6. Nesse ano teremos algum livro novo?

Andre: Teremos sim! Serão alguns contos, inclusive um de horror social que sairá em breve, mas que não estará disponível no Kindle. Mais detalhes em breve.

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