Entrevista Bianca Oliveira



Sobre a autora

Nordestina com orgulho, é uma leitora voraz apaixonada por todo o encanto dos livros desde pequena e dona do perfil literário @livretoencantado, é também escritora, ama selecionar quotes favoritos das leituras, narrar trechos marcantes e ilustrar algumas leituras nas horas vagas.

Aquela que ama terror e horror, mas que também adora sair da sua zona de conforto, navegando por outros gêneros e universos literários, estes vão desde o suspense, thriller, passeando pelo romance histórico, drama, fantasia e mergulhando nas distopias e ficção científica.

 Entrevista

1. Bianca conta um pouco, como é ser autora e Bookgram. Você acha que um complementa o outro?

Bianca: Bom, ultimamente ando me dedicando mais a ser bookgram do que escritora, mas tenho escritos encalhados que sinto a necessidade de publicar, preciso desengavetá-los urgentemente! Então, falando como bookgram no momento, eu amo toda a interação com autores e leitores, é de aquecer o coração da gente, e a troca de opiniões sobre as leituras, independente de serem distintas, é algo tão especial.

Penso que um complementa o outro, sim, pois antes de sermos escritores, somos primeiramente leitores, certo? Então, um bookgram trabalha com divulgação de suas leituras e isso pode servir de engate para divulgar o próprio trabalho com a escrita. A união das profissões faz a força, não é mesmo?

2. ⁠Qual foi a ideia para o nome da sua página literária no Instagram? Você se inspirou em algo ou alguém?

Bianca: O nome veio do meu amor por todo o encanto que os livros sempre me trouxeram desde pequena, então, para não ser tão óbvio Encanto dos Livros, me veio à mente “Livreto Encantado” e foi amor à primeira vista pelo nome.

3. ⁠Qual foi sua inspiração para escrever seu conto O Espelho manchado de sangue?

Bianca: A história surgiu realmente de supetão, após escrever o primeiro parágrafo, a história fluiu rapidamente, depois, só foi necessário moldar e publicar. Adoro espelhos, mas não pelo fato de refletirem a nossa aparência, mas pelo mistério sombrio que os rodeia, principalmente quando o assunto é voltado para o terror. Então, usei a aversão que muitas pessoas têm do objeto em questão e abordei uma fobia que não vejo tanto as pessoas falarem, que é a eisoptrofobia, mais conhecida como fobia de espelhos. Uma experiência intensa, me coloquei no lugar da personagem e foi angustiante e, ao mesmo tempo, sinistro vivenciar mentalmente essa fobia dela durante a leitura após tê-lo escrito.

4. ⁠Bianca você também desenha, conta para a gente de onde vem esse dom seu e no que você se inspira para desenhar.

Bianca: Sempre gostei do trio “ler, desenhar e escrever”, todos me acompanham bem de pertinho desde muito pequena.

A inspiração para desenhar vem das leituras mesmo. Quando estou lendo, há certos momentos, detalhes da descrição, seja de um objeto, pessoa ou de algum lugar narrado, que surge na minha mente a imagem e vai direto para o papel. Não sou profissional do desenho, é algo mais artesanal mesmo, quem sabe algum dia eu não profissionalize fazendo algum curso na área.

Algo que atrai muito a minha atenção na leitura se transforma em ilustração. Antigamente eu desenhava mais apenas olhando outro desenho que eu gostava, hoje em dia, a inspiração vem da leitura!

5. ⁠Se você pudesse encontrar um autor ou autora que já se foi, quem seria? O que você perguntaria para ele (a)?

Bianca: Teve um autor que eu já encontrei quando ainda era vivo, mas no deixou esse ano e com toda a certeza, está fazendo um sucesso danado lá no céu com toda a sua criatividade e humildade. O eterno Ziraldo me conquistou com seu personagem “O Menino Maluquinho” na época da escola, tenho até dois livros que escrevi em trabalhos da escola, inspirados em seu personagem.

Não me recordo do que falei quando fiquei cara a cara com ele, faz muitos anos e a memória por aqui não é das melhores, mas lembro sempre que foi um momento muito especial!


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